Plena segunda-feira, dia considerado o mais preguiçoso da semana. A aula começa as 8h20. O professor entra na sala e os alunos, algo em torno de uma dúzia, talvez, se sentam e pegam seus materiais. O mestre começa a passar a matéria no quadro. Copio a primeira linha, mas a preguiça é maior e a cabeça não se concentra na aula, começa a viajar.
Observo, pela janela, algumas pessoas que passam no calçadão do campus, mas estou longe dali. A mente viaja até em casa, lembro do meu violão, enfiado no guarda-roupa, ao lado da guitarra e sinto uma vontade de ir embora. "Não! Não posso, preciso ficar". Mas já penso no almoço.
Uma leve olhada para o quadro e volto a mergulhar em outros pensamentos. Mexo nas folhas do fichário e pego e lapiseira. "Vou fazer um desenho". Alguns segundos e nada de inspiração para o tal desenho. Volto a olhar para o quadro e, em seguida, aquela panorâmica pela sala. "Qualquer um parece prestar mais atenção que eu...".
A voz calma do professor começa a me deixar meio sonolento. Uma bocejada, outra, mas não durmo... E a aula continua. "Talvez renda um crônica". Vários temas me vêm a cabeça, mas eu tinha o tema bem ali! Há um tempo que não escrevia, então não sabia muito bem como começar, mas tento.
Começo o texto. "Não gostei". Apago, começo de novo. "Ainda não ficou bom"> Apago e começo pela terceira vez. "Agora vai!". As ideias vão fluindo e, entre uma frase e outra, dou aquela olhada para o quadro. Já não faço mais ideia do que o professor está falando. "Sem problemas, depois eu estudo pelo livro". E continuo a escrever.
O professor começa a fazer a chamada. "Melhor eu voltar pra aula". Procuro uma maneira de finalizar o texto. Não encontro algo bacana para colocar no fim. "Ah... Vai ficar assim mesmo. Quem sabe numa outra aula eu termine..."
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