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terça-feira, 26 de março de 2013

Da série: Poemas de Rafael

Poema I

Quando nasci,
Um anjo meio doido disse:
"Vai garoto! Vai ser maluco beleza
Nessa vida doida!"

Vida doida?
Só doida?
Maluca ao extremo!
Os homens correndo,
correndo por nada.

Para que correr?
É competição?
Ninguém me avisou.
O tempo todo
Estão descobrindo tudo.
Para que?

Ainda assim
Consigo viver.
Como um maluco,
Um maluco beleza.

Homens sérios,
Homens alegres.
Homens vivendo,
Homens morrendo.
Que mundo doido.

Homem matando homem,
Esse mundo está
De pernas pro ar.
Como vai acabar?




Por incrível que pareça, essa poesia me rendeu o primeiro lugar num concurso de poesias na escola.
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terça-feira, 12 de março de 2013

Noturno


Vagueando lentamente pela noite fria e escura
Acompanhado da solidão, a cada passo uma tortura.
Paro de repente, já a uma certa altura:
Olhos fixos no nada, mas vejo uma figura.

Me sento ao meio-fio e me esparramo na calçada
Sem ao menos me importar que ela está molhada.
Me ponho a pensar, mas já não penso em nada,
Fecho os olhos e contemplo a bela e fria madrugada.

Um vento constante e gelado insiste em me beijar
Me devolvendo à realidade e me fazendo levantar.
Ponho as mãos nos bolsos, dou meia volta e continuo a caminhar
Retornando ao lugar onde eu deveria estar.

Chego em casa, vou à cozinha e um café bem forte preparo,
Caminho ao escritório e com meus instrumentos deparo,
Contemplo aquele momento mágico e raro:
Após aquele gélido passeio minha inspiração havia voltado!

by Rafa Martins.


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