Poema I
Quando nasci,
Um anjo meio doido disse:
"Vai garoto! Vai ser maluco beleza
Nessa vida doida!"
Vida doida?
Só doida?
Maluca ao extremo!
Os homens correndo,
correndo por nada.
Para que correr?
É competição?
Ninguém me avisou.
O tempo todo
Estão descobrindo tudo.
Para que?
Ainda assim
Consigo viver.
Como um maluco,
Um maluco beleza.
Homens sérios,
Homens alegres.
Homens vivendo,
Homens morrendo.
Que mundo doido.
Homem matando homem,
Esse mundo está
De pernas pro ar.
Como vai acabar?
Por incrível que pareça, essa poesia me rendeu o primeiro lugar num concurso de poesias na escola.
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terça-feira, 26 de março de 2013
terça-feira, 12 de março de 2013
Noturno
Vagueando
lentamente pela noite fria e escura
Acompanhado
da solidão, a cada passo uma tortura.
Paro
de repente, já a uma certa altura:
Olhos
fixos no nada, mas vejo uma figura.
Me
sento ao meio-fio e me esparramo na calçada
Sem
ao menos me importar que ela está molhada.
Me
ponho a pensar, mas já não penso em nada,
Fecho
os olhos e contemplo a bela e fria madrugada.
Um
vento constante e gelado insiste em me beijar
Me
devolvendo à realidade e me fazendo levantar.
Ponho
as mãos nos bolsos, dou meia volta e continuo a caminhar
Retornando
ao lugar onde eu deveria estar.
Chego
em casa, vou à cozinha e um café bem forte preparo,
Caminho
ao escritório e com meus instrumentos deparo,
Contemplo
aquele momento mágico e raro:
Após
aquele gélido passeio minha inspiração havia voltado!
by Rafa Martins.
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