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terça-feira, 12 de março de 2013

Noturno


Vagueando lentamente pela noite fria e escura
Acompanhado da solidão, a cada passo uma tortura.
Paro de repente, já a uma certa altura:
Olhos fixos no nada, mas vejo uma figura.

Me sento ao meio-fio e me esparramo na calçada
Sem ao menos me importar que ela está molhada.
Me ponho a pensar, mas já não penso em nada,
Fecho os olhos e contemplo a bela e fria madrugada.

Um vento constante e gelado insiste em me beijar
Me devolvendo à realidade e me fazendo levantar.
Ponho as mãos nos bolsos, dou meia volta e continuo a caminhar
Retornando ao lugar onde eu deveria estar.

Chego em casa, vou à cozinha e um café bem forte preparo,
Caminho ao escritório e com meus instrumentos deparo,
Contemplo aquele momento mágico e raro:
Após aquele gélido passeio minha inspiração havia voltado!

by Rafa Martins.


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